Como funciona o tracking por link e subid
Cada afiliado recebe um link único — ou um código, quando o cadastro é feito diretamente no app — que carrega um parâmetro de rastreamento, o subid, capaz de identificar não só o afiliado, mas a campanha, o canal e até a peça de criativo específica que gerou o clique. Quando o usuário clica no link, um cookie ou parâmetro de URL grava essa origem, geralmente por um período de atribuição de 30 a 90 dias: se o usuário se cadastrar dentro desse prazo, a indicação é atribuída ao afiliado, mesmo que o cadastro em si aconteça dias depois do clique.
Esse tracking é o que alimenta o relatório de desempenho do afiliado — cliques, cadastros, FTDs, receita gerada — e é também o ponto mais sensível a fraude: cliques inflados, cookies forçados sem interação real do usuário ou subids duplicados entre afiliados são o tipo de problema que uma plataforma de afiliados de qualidade precisa detectar antes de liberar o pagamento.
Modelos de comissão
| Modelo | Base de cálculo | Quando compensa para o afiliado |
|---|---|---|
| CPA | Valor fixo por jogador qualificado | Tráfego de alto volume e conversão previsível |
| Revenue share | Percentual do NGR gerado pelo jogador, recorrente | Base de jogadores de alto valor e retenção longa |
| Híbrido | CPA reduzido + percentual de revenue share | Equilíbrio entre caixa imediato e receita recorrente |
A escolha do modelo é negociada por afiliado, não fixada para o programa inteiro — um afiliado com tráfego de alto volume e ticket médio baixo tende a preferir CPA, enquanto um afiliado com audiência de nicho e jogadores de maior LTV tende a preferir revenue share.
O que é negative carryover — e por que ele gera tanta disputa?
Negative carryover é a regra pela qual, no modelo de revenue share, o saldo negativo gerado por um jogador em um mês — quando ele ganha mais do que aposta — é carregado para o mês seguinte e abatido da comissão futura do afiliado, em vez de zerado a cada período. Sem negative carryover, o afiliado recebe revenue share só nos meses em que o NGR gerado pelos seus jogadores for positivo, e nada é descontado quando o resultado é negativo — o que, ao longo de vários jogadores e meses, tende a ser mais vantajoso para o afiliado do que para o operador.
É o ponto de contrato mais discutido entre operador e afiliado porque muda diretamente quanto o afiliado recebe: com negative carryover, um mês ruim de NGR pode zerar a comissão do afiliado por vários meses seguidos até o saldo negativo ser compensado; sem ele, o afiliado é protegido da variância do resultado do jogador. Contratos de afiliados sérios deixam essa cláusula explícita, incluindo se há teto para o carryover e se ele é zerado ao fim de um período fixo, por exemplo anualmente.
O que o backoffice de afiliados precisa entregar
Para sustentar um programa de afiliados sem depender de planilha manual, o backoffice precisa entregar, no mínimo: geração e gestão de links/subids por afiliado e por campanha; dashboard de desempenho em tempo real (cliques, cadastros, FTDs, GGR e NGR gerado por jogador indicado); cálculo automático de comissão conforme o modelo contratado, incluindo negative carryover quando aplicável; relatório de pagamento auditável, com histórico por período; e sinalização de padrões suspeitos de tracking, como picos de cliques sem cadastro correspondente ou concentração anormal de cadastros vindos do mesmo dispositivo.